Como seria um governo ideal
Por Victor Baptista Piedade
Um governo ideal NÃO TEM IDEOLOGIA. Ideologia segrega e atrasa. A energia do indivíduo deve ser focada no monitoramento dos políticos, para que trabalhem errando o mínimo possível, e jamais para brigar entre si por diferenças de visões.
Um governo ideal tem como objetivo único e absoluto promover a melhor qualidade de vida possível para o indivíduo, de forma pragmática, mas sem promessas não factíveis. O Estado tem que focar os esforços para libertar e fortalecer os indivíduos e não aprisioná-los, como faz hoje. Cidadão é para o Estado como um filho é para os pais: quanto melhor preparado, mais estruturado e mais seguro, mais independente. Qualquer decisão que atrapalhe o cidadão deve ser questionada.
Um governo ideal tem os Recursos focados em 4 pilares:
1- Educação: um modelo real de melhoria de educação em território nacional à la Coreia do Sul. Essa é a discussão diária dos jornais. Um projeto do tamanho do país, de 20 anos, para formar toda uma geração. Educação focada no empreendedorismo, em tecnologias, no futuro. Sem ideologia. Foco em escolas primárias e secundárias públicas, onde temos mais carência.
2- Segurança. Tolerância Zero com bandidagem e com corrupção policial e jurídica. Penas bem severas para corrupção em cargos governamentais (policiais, juízes, políticos, servidores etc).
3- Estrutura. Desenvolver o país. Crescer finalmente. Metrôs. Trens. Rodovias. Cidades inteligentes. Fomentar desenvolvimento em outras cidades fora do eixo sudeste.
4- Saúde. Recurso para o SUS expandir em nível nacional o máximo possível de atendimentos básicos e gratuitos.
Um governo ideal tem Cultura Espartana — máxima eficiência possível com o mínimo de recursos possível.
Um governo ideal cuida muito bem do Fluxo de Caixa para não aumentar impostos. Dinheiro público NÃO É: para ministros, juízes e políticos terem vida de rei com eventos questionáveis e viagens luxuosas; não é para partidos ou para eleição. — Dinheiro público é majoritariamente para os 4 pilares. Imposto se diminui ao mínimo possível para bancar os 4 pilares e não para bancar a orgia luxuosa de políticos. Essa cultura de aumentar imposto para bancar luxo deve ser vista como criminosa.
Um governo ideal tem que ser simples e eficiente em termos de composição, com o menor número possível de congressistas. Quanto menos seres humanos, melhor. Ser humano com poder é sempre perigoso. O mais próximo possível do funcionamento de uma Startup é o norte constante em desburocratização e eficiência e praticando aquele mindset de bootstrapping eterno em relação aos privilégios políticos: “quer viajar e ficar em um 5 estrelas, paga do bolso”.
Um governo ideal tem que ter EXCELENTES GESTORES PÚBLICOS. Político retórico, mal formado, corrupto e mal intencionado deveria ser percebido como criminoso e vexatório.
No final, um governo ideal é muito mais simples do que parece. A arte de complicar, como por exemplo ter uma Constituição imensa e completamente subjetiva, que na prática não vale de nada por ter sido alterada frequentemente sob qualquer justificativa, é para afastar o foco dos cidadãos no controle do Estado.
Isso mesmo: num governo ideal o cidadão controla o Estado, e não o contrário.
