Os indicadores desta página têm períodos e fontes próprios, indicados em cada seção. Não representam monitoramento em tempo real.

Panorama do Brasil

Visão resumida, orientada a dados, dos principais gargalos estruturais do país em empregabilidade, Estado, serviços públicos e ambiente institucional.

Trabalho, Produtividade e Ambiente de Negócios

Muito esforço, pouca produtividade – e um ambiente muito hostil a quem quer empreender.

Liberdade econômica

Brasil: 117º de 176 países avaliados. Nota 55,1/100 – "majoritariamente NÃO livre" (Heritage Foundation, 2025). Os 10 países imediatamente melhor colocados que o Brasil no 2025 Index of Economic Freedom: 116º – Dominica 115º – Quirguistão (Kyrgyzstan) 114º – Djibuti 113º – Equador 112º – Gana (Ghana) 111º – Turquia 110º – Gabão 109º – Ilhas Salomão (Solomon Islands) 108º – Senegal 107º – Essuatíni (Eswatini)

Burocracia tributária

Horas por ano para pagar impostos • Brasil: 1.501 horas/ano por empresa • Média OCDE: 159 horas/ano Uma empresa no Brasil gasta cerca de 10x mais tempo que a média da OCDE para pagar impostos.

ICMS, ISS e fragmentação

ICMS • 27 legislações diferentes (26 estados + DF), com regras próprias de alíquota, benefício e substituição tributária. ISS • Mais de 5.500 legislações municipais, cada uma com alíquotas, regimes e obrigações específicos. Resultado A mesma operação de venda muda de regra conforme estado e cidade.

Produtividade do trabalho

Comparação com EUA • 1 hora trabalhada no Brasil produz apenas ~20–25% do que produz 1 hora nos EUA Gap de produtividade Na prática, o trabalhador brasileiro precisa trabalhar 4–5 horas para gerar o mesmo valor que 1 hora de um trabalhador americano.

Abrir, operar e fechar empresa

Abrir empresa Ainda leva vários dias e diversos procedimentos (Junta, Receita Federal, estado, município, alvarás). Resolver disputa comercial Uma ação para cobrar contrato pode levar 2–3 anos até a decisão final. Fechar empresa Encerrar CNPJ com pendências fiscais pode levar de meses a anos, por causa de exigências e certidões negativas.

Quantidade de impostos e tributos

• Cerca de 90 tributos diferentes (impostos, taxas, contribuições e afins) Quem pode criar tributo • 1 União, 26 estados + DF e 5.500+ municípios • Todos com competência tributária própria Concentração da arrecadação • Meia dúzia de tributos grandes (IR, ICMS, IPI, PIS, COFINS, ISS) responde por mais de 80% da arrecadação • O resto é uma multiplicação de tributos menores, taxas e contribuições que aumentam custo e complexidade

Desemprego (critério IBGE)

Só conta como desempregado quem não trabalhou, estava disponível e procurou emprego nos últimos 30 dias. Quem não procurou emprego NÃO é considerado desempregado! É considerado Inativo (fica fora da taxa oficial).

Salário mínimo

Hoje (2025): R$ 1.518/mês ≈ US$ 282/mês (câmbio aproximado R$ 5,38/US$) Há 20 anos (2005): R$ 300/mês ≈ US$ 103/mês (câmbio R$ 2,90 da época)

Sindicatos

Brasil – Sindicatos de trabalhadores: ≈ 17.000 – Sindicatos patronais: ≈ 5.000 – Total de entidades sindicais: ≈ 22.000 – Pico de arrecadação com imposto sindical obrigatório (pré-2017): ≈ R$ 3,5 bilhões/ano (dados de 2024 e 2025 não estão disponíveis) Comparação internacional: – Estados Unidos: < 200 sindicatos nacionais relevantes – Alemanha: < 100 – Reino Unido: ≈ 150 – Austrália: ≈ 100 – Nova Zelândia: ≈ 50

Corrupção, Justiça Lenta e Caos Normativo

Quando a regra vira labirinto e a justiça demora, o país anda pra trás.

Corrupção

Brasil soma apenas 34/100 pontos, e está na posição 107 de 180 países, tendo a pior pontuação da história em 2024. (Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2024) Países menos corruptos: – Colômbia: ~40/100 – Indonésia: ~38–40/100 – Índia: ~39/100 – Tanzânia: ~40/100 – China: ~42/100 – África do Sul: ~43/100 – Gana: ~43/100 – Marrocos: ~40/100 – Senegal: ~43/100 – Botsuana: ~59/100

Estado de Direito

Estado de Direito (Rule of Law Index – WJP) Brasil: nota 0,49 – posição 80ª / 140 países Uruguai: nota 0,66 – posição 25ª Chile: nota 0,65 – posição 30ª Costa Rica: nota 0,64 – posição 35ª Botsuana: nota 0,61 – posição 40ª Gana: nota 0,57 – posição 50ª Em Estado de Direito o Brasil é um país institucionalmente frágil: fica atrás não só dos ricos, mas também de vários países mais pobres que conseguiram construir instituições mais previsíveis e menos capturadas. Note que os dados de 2025 serão ainda piores.

Litigiosidade – Justiça entupida

Processos em tramitação – 80–85 milhões de processos no Judiciário. Casos novos por ano – 25–30 milhões de novos processos/ano. Congestionamento – em muitos ramos, taxa de congestionamento > 70% (de cada 10 processos, só ~3 são concluídos no ano). Peso no orçamento – Custo da Justiça: ~R$ 130 bilhões/ano – cerca de 1,2–1,5% do PIB. Execuções fiscais – Podem representar até 1/3 – 40% de todos os processos.

Enxurrada de normas

Desde 1988: >7,8 milhões de normas editadas. >500 mil normas tributárias. Em média, 2 normas tributárias novas por hora útil.

Foro privilegiado

Brasil: cerca de 55 mil autoridades com foro especial. Comparação internacional: EUA: zero França: 925 Alemanha: 730 Portugal: 230 Noruega: 169 Suécia: 349 Dinamarca: 179 Finlândia: 200 Islândia: 63

Educação: Muito Esforço, Pouco Aprendizado, uma geração semianalfabeta

Um sistema grande, caro em relação ao PIB, mas com baixa entrega de aprendizagem básica.

Gasto por aluno

Gasto anual por aluno: US$ 3,7–4 mil (PPP) Média OCDE: US$ 11–13 mil Gastamos menos por aluno e entregamos menos aprendizado.

PISA 2022 – Brasil x OCDE

Matemática – Brasil: 379 – Média OCDE: 472 Leitura – Brasil: 410 – Média OCDE: 476 Ciências – Brasil: 403 – Média OCDE: 485 Brasil está quase 1 ano escolar atrás da média da OCDE em todas as áreas avaliadas.

Analfabetismo funcional – INAF

Adultos 15–64 anos – 29% são analfabetos funcionais (leem, mas não entendem bem; contam, mas não resolvem problemas simples). Jovens 15–29 anos – Subiu de 14% (2018) para cerca de 16% recentemente. Quase 1 em cada 3 adultos não domina leitura e matemática básicas no século XXI.

IDEB 2023 – Aprendizado na escola pública

Anos iniciais (1º ao 5º) – IDEB: 6,0 Anos finais (6º ao 9º) – IDEB: 5,0 Ensino médio – IDEB: 4,3 (abaixo da meta nacional) O desempenho cai a cada etapa e o ensino médio continua sem entregar o mínimo esperado.

Conclusão e abandono no ensino médio

60% dos jovens concluem o médio na idade certa 40% atrasam, abandonam ou não concluem Impacto direto – Milhões de jovens entram no mercado sem diploma de médio e com baixa proficiência em leitura e matemática. Quase 4 em cada 10 jovens não conseguem completar o ensino médio no tempo certo – a porta de entrada para o trabalho qualificado já fecha cedo.

Saúde: SUS Universal, Dinheiro Curto

Um sistema que promete tudo para todos, mas com recursos de país muito mais pobre.

Saúde – Gasto per capita

Gasto anual em saúde (PPP) • Brasil: US$ 1.700 por habitante / ano • OCDE: US$ 5.300 por habitante / ano Relação Brasil / OCDE Brasil gasta ⅓ do que gasta, em média, um país da OCDE por pessoa.

Saúde – Público x privado

Participação no gasto total em saúde • Gasto público (SUS): 45% • Gasto privado (planos, desembolso direto): 55% --- Cobertura de planos de saúde • Apenas 25% da população tem plano privado. • Os outros 75% dependem principalmente do SUS. A maior parte do gasto em saúde é privada, mas 3 em cada 4 brasileiros dependem majoritariamente do SUS.

Saúde – Leitos hospitalares

Leitos por 1.000 habitantes • Brasil: 2,0 – 2,3 leitos / 1.000 hab. • OCDE: 4 – 6 leitos / 1.000 hab. Com 2 leitos por 1.000 habitantes, o Brasil opera com meia capacidade de leitos em relação a muitos países da OCDE.

Expectativa de vida

• Brasil: 75 anos • OCDE: 80–82 anos --- Mortalidade infantil (óbitos até 1 ano) • Brasil: cerca de 11–13 mortes por 1.000 nascidos vivos • OCDE: 4 mortes por 1.000 nascidos vivos O brasileiro vive em média 5–7 anos a menos que cidadãos de países ricos, e a mortalidade infantil é 2–3 vezes maior que a média da OCDE.

Segurança: País de Violência Crônica

Menos mortes que antes, mas ainda nível de guerra em muitos territórios.

Homicídios no Brasil (2023)

45.747 mortes Taxa: 21,2 homicídios por 100 mil hab. --- Latrocínio (roubo seguido de morte) Cerca de 1.500–2.000 mortes/ano.

Comparação internacional (Taxa de Homicídios por 100 mil hab.)

Mundo: 5,8 Américas: 16 Brasil: 21,2 O Brasil mata cerca de 4x a média mundial e se mantém há décadas em patamar de violência crônica.

Homicídios – Brasil x países mais violentos

Taxa de homicídios (≈ por 100 mil hab.) Jamaica: 49 Equador: 46 Haiti: 41 Honduras: 31 México: 25 Brasil: 21 O Brasil não lidera o ranking mundial, mas opera em faixa de "país em conflito crônico", próxima de México e abaixo apenas dos piores casos do mundo de países em guerra.

Roubos e furtos de veículos – Brasil

Veículos roubados/furtados: 355 mil veículos/ano Cerca de 1.000 veículos por dia • São Paulo: 50% dos casos do país • RJ, MG, PE, BA: entre os estados com maiores números absolutos Roubos de rua e outros roubos: Milhões de ocorrências registradas por ano (celular, carteira, transporte, comércio).

Estupro / violência sexual

Mais de 60 mil registros/ano. Especialistas estimam que o número real pode ser 3–5x maior (forte subnotificação).

Elucidação de homicídios

Em muitos estados, só 20–30% dos homicídios são esclarecidos. Ou seja: em 7 a cada 10 casos, o autor não é identificado ou não há punição efetiva. Quando só 1 em cada 3 homicídios chega a uma solução, o recado para o crime é claro: a chance de ficar impune é alta.

Letalidade policial e mortes de policiais

Mortes decorrentes de intervenção policial: 5–6 mil mortes/ano em todo o país. Policiais mortos: Cerca de 200–300 policiais/ano, somando serviço e folga. O Brasil está entre os países com polícia que mais mata e mais morre no mundo. A segurança pública brasileira opera em modo de conflito permanente: milhares mortos em ações policiais e centenas de policiais mortos todo ano.

Sistema prisional e superlotação

População carcerária: Cerca de 800–900 mil presos. Taxa próxima a 400 presos por 100 mil habitantes (uma das maiores do mundo). Superlotação: Em muitos estados, ocupação acima de 150–170% da capacidade. Presos provisórios: Algo como 35–40% ainda sem condenação definitiva. Cadeias superlotadas, com quase 900 mil presos e até 40% sem condenação final, viram fábrica de facções – não de ressocialização.

Armas de fogo

Armas nos homicídios: Cerca de 70–75% dos homicídios no Brasil são cometidos com arma de fogo. O crime organizado do Rio de Janeiro, por exemplo, constantemente tem apreensão de armas de guerra como fuzis 7,62, 5,56, calibre .50, granadas, e até lançadores de foguete. Recentemente foi visto o início do uso de drones. Quando até 3 em cada 4 homicídios envolvem arma de fogo e facções dominam presídios e territórios, o crime vira indústria organizada, não caso isolado.

Gasto em segurança pública

Gasto total (União, estados e municípios): Na ordem de R$ 120–130 bilhões/ano. Gasto per capita: R$ 500–600 por habitante/ano (ordem de grandeza). Comparação interna: Montante similar ao que se gasta com Justiça e muito próximo do que ainda falta investir por ano para universalizar saneamento básico. Mesmo gastando algo como R$ 120 bilhões por ano em segurança, o país segue com taxa de homicídios quatro vezes a média mundial.

Facções criminosas e domínio de territórios

• Pelo menos 3 facções nacionais de grande porte (ex.: PCC, CV, FDN) • Mais dezenas de facções regionais e locais espalhadas pelo país • Facções com presença em 20+ estados brasileiros e atuação também em países vizinhos (Paraguai, Bolívia etc.) • Em grandes capitais (Rio, SP, Fortaleza, Recife, Belém), centenas de favelas e bairros sob forte influência ou controle armado de facções ou milícias • Estudos recentes indicam que facções e milícias controlam algo em torno de metade do território urbano do município do Rio de Janeiro, concentrando-se em áreas com milhões de moradores Origem prisional: Facções nasceram e se fortaleceram dentro dos presídios e hoje controlam unidades inteiras em vários estados, comandando crimes nas ruas a partir da cadeia. No Brasil, facções e milícias já mandam, de fato, em milhares de bairros e favelas, alcançando dezenas de milhões de pessoas e funcionando como "Estado paralelo" em boa parte das grandes cidades.

Mobilidade e Logística: País Rodoviário e Caro

Estradas ruins, pouco trilho e pouca água navegável para o tamanho da economia.

Rodovias

1,72 milhão km de rodovias; só 12,4% pavimentadas. >60% das pavimentadas com problemas relevantes.

Matriz de cargas

60–65% do frete por rodovias ~15% ferrovias ~11% hidrovias/cabotagem.

Desempenho logístico

LPI 2023: Brasil por volta da 51ª posição entre 139 países.

Metro

Comparação entre Rio de Janeiro e Xangai: enquanto o Brasil quase não expandiu seu metrô em 20 anos, a China construiu uma das maiores redes do mundo.

Saneamento: O Buraco Invisível nas Cidades

Sem água limpa e esgoto tratado, não há saúde, dignidade nem produtividade.

Água tratada

~85% da população com rede de água ~32 milhões sem acesso adequado.

Esgoto

56% com coleta de esgoto ~100 milhões sem coleta adequada.

Investimento para universalizar até 2033

Necessário ainda: R$ 450–500 bilhões (≈ R$ 45–50 bi/ano).

Custo da Estrutura Política e Judiciária

Privilégios de país rico, serviços públicos de país remendado.

Congresso Nacional (Câmara + Senado)

Câmara dos Deputados (2024): ~R$ 7,9 bilhões/ano para 513 deputados. Senado (2024): ~R$ 5,8 bilhões/ano. Congresso somado: cerca de R$ 13,8 bilhões/ano.

Vereadores (Câmaras Municipais)

Número total de vereadores: 58.114 cadeiras em 5.568 Câmaras Municipais. Orçamento anual total das Câmaras Municipais: R$ 23,7 bilhões por ano.

Deputados estaduais

Mais de 1.000 deputados estaduais em todo o país. Estudos pontuais indicam custo de R$ 5,9 milhões a R$ 17,5 milhões/ano por deputado estadual, dependendo do estado.

Judiciário

Custo total da Justiça (2023): R$ 132,8 bilhões, cerca de 1,2% do PIB. Análises apontam gasto próximo de 1,6% do PIB em alguns anos, algo em torno de R$ 160 bilhões/ano.

Voos da FAB

Entre 1.400 e 1.600 voos/ano para autoridades, muitos com 1 a 3 passageiros. 2025 (até novembro): pelo menos R$ 8,6 milhões gastos só com jatinhos da FAB para autoridades.

Comparação com o Custo da Coroa Britânica

Sovereign Grant (financiamento público direto da monarquia britânica): £ 86,3 milhões por ano em 2023-24 e 2024-25 (cerca de R$ 600 milhões por ano, a depender do câmbio).

Notas sobre fontes e limitações dos dados

Fontes principais

• IBGE – PNAD Contínua, Contas Nacionais, indicadores de trabalho, renda, desemprego, informalidade, IPCA. • INEP – IDEB, avaliações nacionais, dados de fluxo e desempenho da educação básica. • INAF – Indicador de Alfabetismo Funcional (2018, 2024/25). • OCDE – PISA 2022, Education at a Glance, Health Statistics, comparações de PIB per capita e gasto em saúde. • OMS/WHO – dados de saúde, mortalidade, expectativa de vida. • Banco Mundial / FMI – PIB per capita, séries macroeconômicas, Logistics Performance Index (LPI), dados de violência e desenvolvimento. • Atlas da Violência e Anuário Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) – homicídios, crimes patrimoniais, roubos/furtos de veículos, estupros, letalidade policial. • SNIS, Instituto Trata Brasil e ABCON/KPMG – água, esgoto, tratamento, investimentos necessários para universalização. • Fraser Institute (Economic Freedom of the World) e Heritage Foundation (Index of Economic Freedom) – liberdade econômica. • Transparency International – Corruption Perceptions Index (CPI). • World Justice Project (Rule of Law Index) e Worldwide Governance Indicators (WGI) – Estado de Direito, controle da corrupção e qualidade institucional. • CNJ – Justiça em Números; STF – dados orçamentários e estruturais do Judiciário. • Tesouro Nacional, LOA e portais de transparência – orçamento e gastos de Câmara dos Deputados, Senado, Assembleias Legislativas, Câmaras Municipais, Presidência. • TSE, CNM – número de vereadores, deputados federais e estaduais. • CNES/Ministério do Trabalho – número de sindicatos de trabalhadores e patronais no Brasil. • DEPEN/SENAPPEN – dados sobre população carcerária, vagas e superlotação. • FAB, TCU e portais de transparência – informações sobre voos oficiais e gastos com transporte aéreo de autoridades. • Fórum Brasileiro de Segurança Pública e estudos acadêmicos – facções, controle territorial e dinâmicas do crime organizado. • Imprensa especializada (CNN Brasil, Gazeta do Povo, Veja, O Globo, etc.) – consolidações pontuais de custo do Congresso, Judiciário, voos da FAB e comparações internacionais (como o custo da Coroa britânica).